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Mostrando postagens de julho, 2019

Minha equação sine qua non

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Vera Verinha quando te vi, eu já fiquei sabendo naquele momento que tu seria minha. E disse Vera verás que serás minha, para sempre serás minha garota.  E realmente, hoje a Verinha é minha. Minha Verinha. Sim, tu és minha, e eu sou teu há muito tempo. Verinha és minha equação sine qua non. Sem tu nada não sou, eu não posso ser viver. E tudo aconteceu há muito tempo atrás. Tu se tornou a minha razão do meu viver. Numa bela noite lá em Calama sob um luar, vendo as águas prateadas do Madeira passar, sem nos apercebermos  já estávamos unidos sob a luz do luar. José Cícero Gomes

ÚLTIMA CANÇÃO DO BECO

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* Poema de  Manoel Bandeira Beco que cantei num dístico Cheio de elipses mentais, Beco das minhas tristezas, Das minhas perplexidades (mas também dos meus amores, Dos meus beijos, dos meus sonhos), Adeus para nunca mais! Vão demolir esta casa. Mas meu quarto vai ficar. Não como forma mperfeita Neste mundo de aparências: Vai ficar na eternidade, Com seus livros, com seus quadros, Intacto, suspenso no ar! Beco de sarças de fogo, E paixões sem amanhãs, Quanta luz mediterrânea No esplendor da adolescência Não reoleu nestas pedras O orvalho das madrugadas, A pureza das manhãs! Beco das minhas tristeza. Não me envergonhei de ti! Foste rua de mulheres? Todas são filhas de Deus! Dantes foram carmelitas... E eras só de pobres quando, Pobre, vim morar aqui. Lapa - Lapa do Desterro -, Lapa que tanto pecais! (Mas quando bate seis horas, Na primera voz dos sinos, Como na voz que anunciava A conceição de Maria, Que graças an...