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Mostrando postagens de setembro, 2018

Eu

Pelo pavimento minha alma está pavimentada passos loucos põem frases duras. Onde estão as cidades? Pendurada e na acrobacia da nuvem congelou torres curvas do pescoço um grito que na encruzilada foi crucificado. * Vladimir Maiakovski

Verdades burguesas

Já que você traz em seu ser todas as verdades do mundo, verdades estas que você não admite que sejam contestadas... Saiba que ninguém é dono da verdade, posso até está errado. Mas defendo a relatividade das coisas o que é verdade para uns pode não ser para outros. Vejo tuas supostas verdades apenas como desejos burgueses que tu desejas impor a todos  a que pensam  diferente  de ti. E pior desejas que sejam suas verdades, quando não as são, tu apenas as repetes como um papagaio de pirata.  Mas acreditas piamente que são suas... Pra quê tu teimas em vesti sua supostas verdades de adornos morais se são imorais. Pra quê tentas ajusta-las como se faz com roupas velhas para que fique sob medida em outros corpos inclusive no teu. Saibas que nem todos os homens do povo são incautos para vestirem um andrajo genérico   ofertado pela burguesia como se fosse um armani. Escute suas supostas verdades em vã...

Um conflito entre corpo e mente

Estou no crepúsculo mas minha alma pueril teima em alimenta-se de alvorada de sonhos que fortalece minha mente em flor em um corpo cansado e envelhecido. Nenhuma evidência de crepúsculo poderá tanger para longe de mim as revoadas de sonhos que cá dentro de mim pausam em meu ser alimentado minha alma. Mas o meu corpo cansado e eu mais velho, alerta-me meu corpo  com algumas nevalgias que meu corpo envelhecido já não acompanha o ritmo de meus sonhos fruto de uma mente vigorosa e juvenil. Estou num grande dilema entre o que posso alcançar e o que sonho conquistar com o meu voo de árpia ancina. * José Cícero Gomes 23/09/2016 

Uma visão divinal

Nos dias de verão amazônicos o entardecer é algo divino. Principalmente, em algum lugar na beira de um rio de águas límpidas e prateadas machadas de dourado pelos últimos raios de sol de um dia de domingo amazônico. E uma visão divinal, dentro de uma rede, uma vênus cabocla que me sorrir, me toca, me beija e mim faz sentir como um rei. Em algum lugar do Mamoré ao Tapajós abaixo do Equador, dentro de um rio de águas cor de pratas...  Uma deusa ribeirinha comprime seus seios contra o meu peito no fim de tarde de domingo, cortando o ar, cortando a água doce  e por um instante aquele lindo sorriso me faz sentir um rei. Ah, os sentidos, se aguçam e teu cheiro, o teu toque, o meu toque em sua pele e o gosto de tua boca me inunda o ser e me invade a alma E por alguns instantes seu corpo e o meu se torna um só. Dentro de uma rende branca como as garças do Maici abaixo do Equador, debaixo de uma verde ingá. Uma deusa ribeirinha comprime seus seios contra o meu p...