Não sou um ourives
Quando termino meus versos
E digo estão prontos?
Isso resultou de um
esforço quase titânico para mim
Porque meus versos são
fruto de transpiração
Não os vejo como uma
joia de um ourives espirado,
mas como uma bijuteria
fruto de um grande esforço,
a priori meus versos se parecem muito com uma joia.
Antes de me entregar
as palavras
Alguém ou alguma coisa
me fez sentir bem ou mal,
Indignado ou encantado...
É nesta hora que tenhos as condiços de molda e esculpir meus verso
É nesta hora que tenhos as condiços de molda e esculpir meus verso
Porque eu sei que não sou
um ourives das palavras
Apena sou um mero
artesão esforçado
que busca produz
algumas bijuterias.
Meus versos não são joias
porque não são elaborados
com ouro, prata e pedras preciosas...
Mas porque não possuem
o brilhantismo de um Patativa do Assaré,
de Mauro Quintana ou
de Drummond...
Eu sou versejador e um
sonhador que ama a poesia
Mas é bom sabemos que
mesmo as falsas joias têm sua beleza
Contida na elaboração
e nos detalhes que lhes são peculiares
Antes de me entregar na
tarefa de elaborar meus rudes versos
Alguém ou alguma coisa
me fez sentir bem ou mal,
Indignado ou encantado
dando-me as matérias primase as condições de produzir meus rudes versos.
* José Cícero Gomes, 05/09/1990

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