os cavaleiros do vento
Sonhei que eu era um rebelde cavaleiro
Em tempos memoráveis lutado pela vida
E não por terras, honras ou glorias.
Cavalgando ao lado de outros três intrépidos sonhadores
Em busca de uma luz que já não encontrávamos nos vitrais de
uma catedral
Segurando nas rédeas de belos corcéis Lusitanos
cavalgamos a galope em uma praia desértica
em busca de um lugar que ainda não existe chamado Utopia.
Sim, cavalguei ao lado de três nobres cavaleiros
Um moreno como um Mouro e outro claro como um alentejano
E um terceiro da cor do bronze como um índio guarani
Olho para o lado e fito meus companheiros de cavalgada
E vejo que se tratava do meu pai José e do meu avô Sebastião
e do meu tio Miguel
Neste instante acordo e não os vejo.
Sim, já não os vejo mais, os meus companheiros de cavalgadas
que se vão com o vento e como o vento.
Mas, um eco vindo do meu ser me diz
que o mundo que os cavaleiros do vento
ao vento buscavam existe nos meus sonhos
e que eles não se foram para sempre com o vento.
Já que ainda vivem em meus sonhos.
Só quando eu realmente me for ao vento
e como o vento para um lugar além de Shangri-la,
Melhor do que Pasárgada dos verso do Bandeira
E lá me encontrar com meus companheiros de cavalgadas
Aí terão ido com o vento e como o vento todos os cavaleiros
do vento.
José Cícero Gomes

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