Um estante fugaz
Sempre a meia-noite, num estante
fugaz, os fogos de artifícios nos anunciam que já estamos em um Ano Novo. Aí um
novo caderno embranco de nossas existências se abre para que possamos escrever
um novo roteiro para o drama, a aventura ou a comedia que se tornou as nossas
vidas no roteiro anterior que hora fechamos suas páginas buscando o
esquecimento ou guarda-las na mente com saudade sonhado repetir o sucesso no
ano que vem alume reescrevendo-o com outra roupagem em outro momento mas
buscando repetir tudo outra vez. Porém se seu roteiro do ano que se esvai como
o brilho pálido dos últimos fogos que estouram no céu de trevas como as
possibilidades igualmente escuras que se anunciam no horizonte incerto do novo
ano, digo se seu roteiro foi uma meda, tente reescreve-lo usado um novo estilo,
buscando torna-lo interessante mesmo em um ambiente hostil e desfavorável, der
o seu melhor ao reescrever este novo ano. Não seja idiota de olhar apenas para
o próprio umbigo. Saiba que a razão da existência do escritor é a existência de
leitores que leiam seu trabalho e que este propicie a estes leitores algo de
bom. Reescrever uma velha história com uma nova releitura é um ato
revolucionário. E ser revolucionário é modificar o mundo que estamos inseridos
a partir da transformação de nós mesmo. Desejo a todos os meus amigos e colegas
reais e virtuais, e até mesmo às pessoas que me detestam um ano novo repleto de
saúde, paz, sorrisos e de muita coragem para tentarem mudar, transformar,
corrigir, melhorar o seu mundo interior, e o seu mundo exterior em que estão
inseridas. Feliz 2019!
Professor José Cícero Gomes

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